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Lords of Chaos: loucura, depressão e black metal

março 5, 2019

Um filme muito aguardado em 2019, “Lords of Chaos” é dirigido pelo diretor sueco Jonas Akerlund. Jonas é muito conhecido e premiado por dirigir vários clipes famosos como “Telephone” de Lady Gaga, “The Everlasting Gaze” do “The Smashing Pumpkins”, “Beautiful Day” do U2 e “Ray of Light” de Madonna. Ele já dirigiu clipes de Rammstein, Britney Spears, Christina Aguilera, Ozzy Osbourne e Blink 182, é reconhecido por fazer clipes sarcásticos para com a própria indústria cinematográfica e críticos quanto ao consumismo e a fama.  A aparência de Jonas Akerlund, cabelos negros compridos, roupas pretas, camisetas do Venom e anéis de caveiras,  denuncia sua origem no black metal: ele já foi baterista da banda mais expressiva e famosa desse gênero (na minha opinião), Bathory de 1983 a 1984.  Ou seja, o cara estava ao lado de quem fundou o gênero black metal, portanto eu esperava uma boa direção em seu filme “Lords of Chaos” (o que aconteceu).

Jonas Akerlund, o diretor de “Lords of Chaos” e antigo baterista do Bathory

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Trailer oficial do filme

Rory Culkin é Euronymous, destaque do filme

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O real Oystein Aarseth, o Euronymous

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A adaptação do livro “Lord of Chaos” de Michael Moynihan e Didrik Soderlind para um filme retratando a cena black metal, já começou muito polêmico. O problema é que os autores alegam ter uma postura verdadeira sobre os fatos que ocorreram no início dos anos 90 que vão desde assassinato a incêndios de igrejas na Noruega, retratando a subcultura black metal de uma forma parcial, levando em consideração o terrorismo e o histórico de assassinato de Varg Vikernes do Burzum. E não foi apenas Varg que achou ruim, chamando o ator que o interpretaria (Emory Cohen) de judeu gordo, reclamando da sua”aparência inapropriada” para interpretá-lo. Varg é um nacional socialista, um nazista empolgado com a religião pagã e que não diz muitas coisas que sejam apreciáveis. Não gosto dele, apesar de muitos fãs acharem que não há nada demais em gostar de pessoas simpáticas ao nazismo, porque a obra dos artistas é boa, não há como gostar de intolerantes. Foi o caso de Phil Anselmo quando fez uma saudação nazista…você cresce e só quer usar uma camiseta de um ser humano que te dê orgulho. Voltando ao assunto, Varg achou o filme ruim porque ele mostra o mesmo como vilão da história, especialmente para os jovens que não o conhecem.

Varg e o ator Emory Cohen: seria a escolha um belo cutucão no nazi Varg? Se foi, funcionou bem.

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O vocalista da banda Satyricon (que eu amo), Satyr Wongraven, se pronunciou em entrevista dizendo que agora que o black metal havia se voltado à música que é o que realmente importa, decidem adaptar um livro no formato de “jornalismo de fofocas” para o cinema.”Se o livro é ruim, só posso presumir que o filme também será”…e continuou dizendo ser triste o fato de um livro escrito de forma tão inexata agora será uma referência em termos de black metal. Frost, seu companheiro de banda também concordou com isso. Dá para entender suas opiniões, para quem não conhece o black metal, o filme oferece o que há de melhor e pior nessa subcultura. Foi assim com “Jovens Bruxas” que muitos acusaram de deturpar a visão do que é wicca e “A outra história americana”, um filme excelente mas que no sentido literal faz as pessoas entenderem que só existe um tipo de skinhead, o bonehead…Na verdade isso já ocorreu com vários outros filmes que tratam de subculturas, se você não vivencia, jamais saberá o que é viver em uma. E lógico, ver um filme desse pode levar a fortalecer um preconceito existente ou inspirar a conhecer a subcultura real. É assim com tudo que é diferente, o tempo mostra o verdadeiro valor de alguns filmes focados em subculturas.

Lords of Chaos: O black metal sofre preconceito até mesmo dos fãs do heavy metal. Encare o filme como uma segunda chance para você gostar do som e de sua filosofia.

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O filme traz em seu início um aviso de que ele retrata verdades e mentiras sobre o que realmente aconteceu. A película conta a trágica história do Mayhem.  Per Yngve Ohlin, também conhecido como “Dead”, era o vocalista que entrou após a saída de Maniac. Dead se suicidou em abril de 1991. Seu colega de banda, Euronymous fotografou tudo e usou as fotos na capa de seu disco”Dawn of the black hearts”. Em 10 de agosto de 1993, seria a vez de Euronymous, assassinado brutalmente em seu apartamento por Varg Vikernes. O que o filme traz sobre essa história que todos conhecemos? Essa é a cereja do bolo do filme que ultrapassa qualquer “folclore” do black metal. Os personagens são humanizados, por isso nós vemos essa história de forma diferente do que estamos acostumados. Percebemos que Euronymous sofre mais pela perda de “Dead” do que deixa ser percebido pelos outros. Em determinado momento do filme, a cena como conhecemos é retratada, para posteriormente ser repetida do filme , dessa vez com o rosto de Euronymous repleto de lágrimas. Daí temos a exata compreensão de que são garotos  tentando parecer ser fortes e assustadores, quando vemos que suas essências estão mais próximas da atmosfera meditativa das florestas e do lado deprimente da morte.

Dead e Euronymous: mais sensíveis do que aparentam

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É inegável a influência do gótico no black metal, como em várias vezes do filme em que os rapazes lamentam o modismo de bandas que comemoram a vida, com festas, garotas e muita bebida; quando na verdade todos estamos mais próximos da morte. É uma incômoda realidade pensar nisso, assim como é incômodo pensar que não temos o conforto no cristianismo, porque afinal, depois da morte pode não existir nada. Se percebermos a crítica além da aparente futilidade, podemos entender realmente do que se trata o black metal ao invés de apenas ligarmos seus conceitos ao lado pior do ser humano. É um pouco parecido com o que Sartre escreve em “A náusea”, em que o historiador Roquentin estuda a vida de Marquês de Rollebon, uma figura do século XVIII. O historiador começa a escrever sobre o Marquês quando sente uma espécie de estranhamento que ele chama de náusea.  O historiador do livro não consegue encontrar sentido para nada,  não acredita na explicação para a existência de nada. Em determinado momento do livro, o historiador perde o encantamento pelo Marquês e passa a repensar sua própria existência. No decorrer do filme percebemos esse desencantamento de Euronymous por Varg, a quem no início do filme ele se refere como “poser”. Euronymous ensaia um afastamento do antigo amigo, que tem ideias além do considerado saudável pelos já extremos integrantes do black metal. Pelo menos no filme, vemos o quanto Varg é influenciável, tanto ao acreditar que Euronymous o mataria quanto ao fazer de tudo para ser aceito por ele. A fofoca de Faust (certamente motivada pela inveja dos bem mais talentosos e famosos colegas) baseada em um desabafo de Euronymous feito no calor do momento, motiva o extremista Varg a se adiantar quanto aos “planos” de seu “amigo” Euronymous.

Os verdadeiros Varg e Euronymous

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Varg Vikernes (Emory Cohen) e Euronymous (Rory Culkin): competição descontrolada que gera morte e acaba com uma amizade.

Mas por qual motivo a amizade de dois jovens, com os mesmos interesses termina de forma tão trágica? Ninguém sabe explicar porque isso aconteceu…o que percebemos são duas coisas: a incapacidade de Varg separar fantasia de realidade, levando o que Euronymous acredita ser a performatividade do black metal às últimas consequências. E o hábito terrível de competição, que existe em muitas amizades, mas que pode destruir qualquer relação. 

O que parece ser interessante na trama são as relações tecidas, os dois tipos de amizade. Uma focada na competição, prejudicial (Euronymous e Varg) e outra uma amizade focada em interesses compartilhados (Dead e Euronymous). Segundo Christe,  autor do livro “Heavy Metal – A história completa”, na década de 1990, a onda de bandas importava o início cru dos pré-inventores do black metal dos anos 80 (Venom, Hellhammer e Bathory) para capturar sua própria e inspirada visão de céus noturnos, belezas naturais e mitos nórdicos. Em uma parte do filme, quando Varg decide incendiar uma igreja com Euronymous ele pronuncia que é um absurdo um altar pagão, destinado a receber homenagens para Odin tenha sido ocupado por uma igreja. Para entender o black metal é muito importante compreender as figuras de linguagem direcionadas ao paganismo e ao satanismo como imagem: são fortes críticas sobre como o cristianismo tomou (e continua tomando), o poder para si utilizando verdades “absolutas” que não valem para todo tipo de existência e explorando medos irracionais do ser humano (a namorada de Euronymous, interpretada por Sky Ferreira) deixa isso no ar em uma parte em que ela indaga Varg se ele sabe a forma que o satanismo é usado no black metal.

Para entender o black metal você tem que entender o que paganismo e satanismo significam ou chegará a conclusão que são apenas garotos mimados que depredam  o patrimônio histórico público.

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O Mayhem era uma banda ritualística e rebelde, que sabia que a imagem tinha um poder muito forte. Euronymous, fundou a banda quando era Oystem Aarseth, de 16 anos, ouvinte de Hellhammer e Venom, que adorava e imitava. Posteriormente adicionou a velocidade de Napalm Death e a ferocidade de Sarcofago. Segundo Mortiis, antigo integrante da Emperor, sem ele o black metal não teria sido o mesmo. Dead foi uma  influência fundamental para a banda. O garoto que tinha obsessão pela morte e seu cheiro, sentia o odor de pássaros mortos e segundo muitos criou a corpse paint inspirada em ídolos como King Diamond e Alice Cooper (a pintura facial que é a marca do black metal).

Cena do filme “Lords of Chaos”: Dead e a fascinação pela morte

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Corpse paint em Dead e Euronymous: ensinando ao amigo o verdadeiro cheiro da morte

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Mayhem encontrou sua dimensão mórbida e poética no vocalista sueco Dead. A banda decorava o palco com cabeças de porco esfoladas, oferecendo a dimensão apropriada para o que acreditavam. Porém Dead tinha uma depressão grave, escondida no fundo de suas atitudes performáticas. Certa vez (o filme também mostra isso), Dead se cortou tão gravemente no palco que quase morreu.

O Dead original em meio à floresta: um sorriso que mascarava problemas graves de depressão.

Dead Lord of Chaos

No filme: atitude mórbida performática que contaminou o Mayhem

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Os momentos mais sinceros e bonitos são os que acontecem em meio à floresta, em que os personagens de Euronymous e Dead ( Rory Culkin e Jack Kilmer, respectivamente) se encontram com eles mesmos e sua solidão.

Fotos originais da época: Dead e Euronymous

Dead e Euronymous

Dead na floresta

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Euronymous e Dead no filme

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No black metal, os encartes eram cheios de imagens de paisagens naturais, abundantes na Noruega. Alardeando solidão como virtude, os músicos adolescentes pareciam os isolados protagonistas literários de romances como os de Knut Hamsun. Ovl Svithjod do “In the Woods” diz no fanzine Petrified: “Acendemos uma fogueira, colocamos música sagradas ou trilha sonora ambiente, conversamos e refletimos sobre os acontecimentos recentes da vida. É, na verdade, um bálsamo para nossas almas”. Essa dimensão poética é a característica mais bonita do filme, mesmo quando a cena é tensa e violenta. Considero um dos maiores méritos, conseguir apresentar a essência do black metal, não somente com a construção exata das atitudes e roupas dos personagens, mas com a atmosfera do que é o black metal. O filme te faz sentir o que te faz humano, por mais racional que a realidade possa te forçar a ser. O black metal é uma estranha harmonia de estética assustadora com uma atmosfera sonhadora e pitoresca, que encontrava em meio à natureza seu símbolo. Era prazeroso estar em meio à floresta, andar pelos seus bosques assim como meditar sobre a vida dentro desse espaço.

Outros méritos do filme, estão nas interpretações dos jovens atores, todas excelentes. Emory Cohen capta a ambiguidade de Varg como ninguém. Rory Culkin está absolutamente fantástico como Euronymous. As cenas da loja Helvete e as conversas sobre o selo Deathlike Silence são maravilhosas para quem foca na história da música. Euronymous tinha contatos com músicos do mundo inteiro quando havia poucas bandas de black metal no mundo. O filme deixa bem claro o tino de Euronymous para o marketing da música. A Sky Ferreira (Ann Marit – namorada de Euronymous) também faz um participação marcante, com poucos mas ricos diálogos. Jack Kilmer (Dead) é uma revelação, apesar de ficar pouco tempo no filme mostra ser um excelente ator. Valter Skarsgard (Faust), interpreta o baterista do Emperor que assassina um homem em 1992 e está assustador. 

Outra coisa que é interessante no filme é o caráter criativo dos jovens, que se maquiam e tiram suas próprias fotografias (como a cena que Ann fotografa Euronymous depois dele passar um longo tempo se arrumando de forma mais assustadora possível). A cena em que Euronymous pinta seu cabelo originalmente marrom de preto (para parecer mais pesado e sinistro) também é algo com que os fãs vão se identificar. Quem nunca fez isso? Hoje em dia com a comercialização intensa da música, o caráter artesanal e criativo tem sido lamentavelmente perdido.

A cena em que Dead ensina Euronymous a se maquiar de forma assustadora com uma corpse paint: caráter artesanal e criativo do rock  está desaparecendo

 

Euronymous também tinha uma loja, “Helvete” bastante retratava no filme. “O Black Metal Inner Circle”, ligado à loja de Euronymous era um espaço em que era compartilhada a filosofia e a música do black metal. Porém em uma espécie de histeria coletiva acabou sendo o espaço em que muitos catarsearam o que realmente tinham vontade de fazer, mas que ficava somente nas metáforas de música e palco. Entre 1992 e 1994, vários jovens da cena black metal foram culpados e presos por atos de violência e por incendiar um total de 24 igrejas. Exceto pelo letrista, Ihsahn, o Emperor foi especialmente inspirado a cometer atos criminosos. O guitarrista Samoth e o baixista Tchort também foram presos. Varg foi condenado pelo assassinato de Euronymous e por mais três incêndios de igrejas e sentenciado à pena máxima na Noruega, 21 anos de prisão. Para quem teima em achar Varg inocente, vai aí a frase dele sobre sua influência nos jovens europeus: “Eu quero criar muitos seguidores, queimar todas as igrejas e expulsar todos os cristãos. Meu exército de incendiários será formado por jovens”. Varg saboreou seu papel de “Count Grishnackh” na mídia, como bem mostrado no filme, não se importando com as consequências, inclusive a morte do “amigo” Euronymous.

Euronymous na Helvete em 1993: sem noção do futuro trágico

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Cabe aos teóricos identificar porque o black metal se tornou algo tão violento em determinada época e local, muitas vezes deixando uma cortina de fumaça que impossibilitou as pessoas de entenderem seu devido valor na história do rock. Se depender de mim o black metal continuará vivo, tanto em sua presença artística inspiradora quanto nas letras assustadoras. O estilo não pode ser definido pelos erros cometidos por alguns.

Black metal inner circle na década de 90

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  1. Vampíria permalink
    março 6, 2019 3:17 pm

    Oi Helena!Como sempre ótimas analises!
    Quando eu era adolescente conheci Burzun e pouco tempo depois desencantei,pois descobri sobre as ideologias do Varg.Concordo com o fato da industria cinematográfica expressar de forma tão superficial as subculturas,convivi com Skinheads em 2006 e de fato não existe apenas os NeoNazis,inclusive aprendi muito com certas amizades e ainda hoje percebo como há pessoas dentro das subculturas,com uma certa resistência em reconhecer sobre a real vertente dos Skinheads.

    Sobre o Black Metal é bem mais do que a cultura satanista e ser ateu,é a conexão com a natureza ,sobre apreciar a introspecção e se ”afundar” no próprio Eu.Foi isso que aprendi e comecei a apreciar melhor meus momentos de solidão,que minha personalidade introspectiva me proporciona.Por falta de informação e por muitos abraçarem apenas o que a mídia (incluindo a especializada) prega,vemos admiradores do estilo com ideias confusas,com uma rebeldia sem causa e cultuando algo que conhecem apenas através dos clichês.Conheci muita gente da cena calma,serena e que não possuem preconceitos e também vi o outro lado: o conservadorismo,hipocrisia,intolerância e a violência sem limites.

    Infelizmente as pessoas andam tendo preguiça em adquirir conhecimento,preferem abraçar apenas um lado da história,sem se aprofundar mais e tomar tal coisa como verdade absoluta.

    Abraço!

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